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Glossário da gestão pública

IoT

IoT (Internet das Coisas) é a rede de objetos físicos, como sensores e medidores, conectados à internet e capazes de coletar e trocar dados, usada em iluminação pública, trânsito, água e monitoramento ambiental.

IoT é a sigla de *Internet of Things*, em português, Internet das Coisas: a rede de objetos físicos, como sensores, medidores, câmeras, semáforos e equipamentos, conectados à internet e capazes de coletar, enviar e receber dados. Os dispositivos medem uma grandeza (temperatura, nível de água, passagem de veículos, consumo de energia, qualidade do ar), transmitem a informação por uma rede e, muitas vezes, acionam ações automáticas. No setor público, a IoT é um dos pilares das iniciativas de cidades inteligentes.

Base normativa

O Plano Nacional de Internet das Coisas foi instituído pelo Decreto nº 9.854/2019, com a finalidade de implementar e desenvolver a Internet das Coisas no País, tendo entre seus objetivos melhorar a qualidade de vida das pessoas, promover ganhos de eficiência nos serviços e fomentar a competitividade das empresas brasileiras do setor. O decreto define diretrizes e uma câmara de gestão. Não obriga os municípios, mas é referência de política pública. Confira o texto vigente no site do Planalto.

Cuidados essenciais

  • Segurança: dispositivos mal protegidos podem ser invadidos e usados como porta de entrada em ataques à rede da prefeitura. Troque senhas padrão, atualize o software dos equipamentos e segmente a rede (cibersegurança).
  • Proteção de dados: sensores que captam imagens, localização ou comportamento de pessoas geram dados pessoais e se submetem à LGPD, com finalidade, necessidade e transparência.
  • Custo total: além da compra, consideram-se instalação, energia, conectividade, manutenção, substituição de baterias, licenças de plataforma e vida útil.
  • Interoperabilidade: evite soluções fechadas que impedem integração com outros sistemas (interoperabilidade).
  • Manutenção: equipamentos em campo estão sujeitos a vandalismo, clima e falhas.
  • Capacidade de análise: é preciso ter equipe ou parceiros que interpretem os dados.

Passo a passo para um projeto

  1. Defina o problema e o resultado esperado: por exemplo, reduzir o tempo de resposta a enchentes.
  2. Identifique os dados necessários e se já existem de outra forma, mais barata.
  3. Escolha a tecnologia adequada ao ambiente e ao orçamento, com preferência por padrões abertos.
  4. Faça um piloto em área limitada, com indicadores.
  5. Defina quem opera, mantém e usa os dados, e como serão tomadas as decisões.
  6. Cuide da segurança e da privacidade desde o projeto.
  7. Planeje a manutenção e o orçamento recorrente.
  8. Avalie e escale apenas se houver resultado.

Um exemplo hipotético: um município sujeito a enchentes instala sensores de nível em três pontos de um rio e liga os dados a um painel da defesa civil, com alertas automáticos por mensagem. A defesa civil define limites de alerta, treina equipes e registra o tempo de resposta antes e depois. A segurança da rede e a manutenção dos sensores ficam sob responsabilidade de uma equipe designada.

Perguntas frequentes sobre IoT

O que significa IoT?

IoT significa Internet of Things, ou Internet das Coisas: a rede de objetos físicos, como sensores e medidores, conectados à internet e capazes de coletar e trocar dados. No setor público é usada em iluminação, trânsito, água, defesa civil e monitoramento ambiental.

Existe política nacional de Internet das Coisas?

Sim. O Plano Nacional de Internet das Coisas foi instituído pelo Decreto nº 9.854/2019, com a finalidade de implementar e desenvolver a IoT no país. Ele orienta políticas públicas, mas não obriga os municípios; é uma referência para projetos locais.

Quais os riscos da IoT para a prefeitura?

Dispositivos mal protegidos podem ser invadidos e servir de porta de entrada na rede; sensores com imagens ou localização geram dados pessoais sujeitos à LGPD; e há custos de manutenção e conectividade. Segurança, privacidade e planejamento de custos devem ser tratados desde o projeto.

Por onde a prefeitura começa um projeto de IoT?

Definindo o problema e o resultado esperado, verificando se os dados já existem por outro meio, escolhendo tecnologia com padrões abertos, fazendo um piloto com indicadores, definindo quem opera e usa os dados e planejando segurança, manutenção e orçamento recorrente.

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Fontes

  1. Decreto nº 9.854/2019 – Plano Nacional de Internet das Coisas (LexML)

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