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Índice de Governo Digital da OCDE: Brasil sobe ao 10º lugar

Em resumo

No Índice de Governo Digital da OCDE de 2025, o Brasil subiu da 16ª para a 10ª posição, empatado com o Chile, com nota de 0,79 contra média de 0,70 dos países da OCDE. A Coreia do Sul lidera. O dado mais fraco para o Brasil é governo aberto por padrão, e a nota geral não mede a realidade dos municípios.

O Índice de Governo Digital da OCDE de 2025 colocou o Brasil entre os dez primeiros colocados. Segundo reportagem do Convergência Digital de 20 de fevereiro de 2026, o país subiu seis posições, da 16ª para a 10ª, empatado com o Chile. A nota passou de 0,62 em 2023 para 0,79, acima da média da OCDE, que foi de 0,61 para 0,70 no mesmo período.

O que o índice mede

O índice avalia seis dimensões, conforme descrição do portal espanhol de dados abertos datos.gob.es sobre o relatório:

  • Digital por desenho: uso consistente de ferramentas digitais e dados para transformar serviços.
  • Setor público orientado por dados: governança e condições para acessar, compartilhar e reutilizar dados.
  • Governo como plataforma: componentes compartilhados, como identidade digital, ferramentas e dados.
  • Aberto por padrão: abertura que vai além dos dados abertos, inclusive o diálogo com a sociedade.
  • Orientado ao usuário: necessidades das pessoas no centro do desenho de políticas e serviços.
  • Proatividade: antecipar necessidades e oferecer serviços sem pedido do cidadão.

Os dados foram coletados no primeiro semestre de 2025 e cobrem políticas de janeiro de 2023 a dezembro de 2024.

Onde o Brasil foi bem e onde não foi

De acordo com o Convergência Digital, o Brasil ficou acima da média da OCDE nas seis dimensões. Os destaques são “orientado ao usuário” (0,84) e “governo como plataforma” (0,81). Em “setor público orientado por dados” (0,75), ficou praticamente na média (0,74). A reportagem aponta desafios em investimentos digitais e em políticas de dados abertos e cita o gov.br como pilar da evolução, com mais de 173 milhões de usuários, cerca de 4,6 mil serviços federais e 8,3 mil serviços estaduais e municipais. São números da reportagem, e o gov.br informa os seus próprios dados no portal oficial.

Na comparação, a Coreia do Sul lidera com 0,95, seguida por Austrália (0,88), Portugal (0,86) e Reino Unido (0,84).

Como ler o ranking

  • É um retrato do governo federal. O índice avalia políticas nacionais; ele não mede se a prefeitura da sua cidade tem serviço digital, acessibilidade ou dados abertos.
  • A OCDE reúne países ricos. A comparação é com a média de seus membros (e países convidados), e não com o mundo todo.
  • Mede política, não o bolso do cidadão. Uma boa nota não significa que todo brasileiro consegue usar o serviço.

Como aplicar no seu município

As seis dimensões servem como um roteiro de autoavaliação para a prefeitura:

  1. Digital por desenho: novos serviços nascem digitais ou são só a versão digital do papel?
  2. Dados: há inventário de bases e regras de compartilhamento entre secretarias?
  3. Plataforma: os serviços usam o login gov.br e componentes compartilhados?
  4. Abertura: o portal publica dados em formato aberto e mostra o andamento dos projetos?
  5. Usuário: alguém ouviu o cidadão e testou o serviço com ele?
  6. Proatividade: há algum serviço oferecido sem que o cidadão precise pedir (por exemplo, aviso de vencimento)?

Fontes

  1. Brasil entra no top 10 global de governo digital em ranking da OCDE — Convergência Digital, 20/02/2026
  2. OECD assesses governments' progress in digitizing and opening data — datos.gob.es, 23/02/2026
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