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Municípios aguardam R$ 566 milhões da CFEM enquanto lista definitiva depende do SEI da ANM

Observatório Evoluta · Edição nº 18 · Ano 1 · 6 nov. 2026 · PDF da edição

Em resumo

Cerca de R$ 566 milhões referentes a recolhimentos de maio a outubro de 2026 permanecem no Tesouro Nacional, segundo a CNM. A lista provisória de 2.472 municípios saiu em 28 de setembro. O sistema SEI da ANM está indisponível desde 21 de outubro. Guia mostra o que conferir e o que documentar até o repasse

Em resumo: A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informou em 4 de novembro de 2026 que cerca de R$ 566 milhões da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) aguardam distribuição aos municípios afetados pela atividade de mineração. Os valores correspondem a recolhimentos realizados entre maio e outubro de 2026. Segundo a CNM, com base em informações obtidas junto à Agência Nacional de Mineração (ANM), os recursos permanecem no Tesouro Nacional, sem aplicação financeira, com previsão de repasse pelo valor nominal. A distribuição depende da lista final de beneficiários. A lista provisória foi publicada em 28 de setembro de 2026 e reúne 2.472 municípios. O prazo de 15 dias corridos para recurso em primeira instância encerrou-se em 13 de outubro. A etapa seguinte — divulgação das respostas aos recursos e novo prazo de dez dias à Diretoria Colegiada — depende do restabelecimento do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da ANM, indisponível desde 21 de outubro por incidente de segurança cibernética. Até 6 de novembro, não havia prazo público de normalização. Este guia organiza o que já ocorreu, o que ainda trava o repasse e o que a prefeitura deve fazer agora.

1. O que é a CFEM para o município afetado

A CFEM é a compensação financeira pela exploração de recursos minerais — os royalties da mineração. Parte do montante cabe aos municípios produtores. Outra fatia, de 15% no desenho citado pela ANM para o ciclo de afetados, destina-se aos municípios afetados pela atividade, ainda que não sejam o ente da mina.

A afetação, na lista provisória do ciclo 2026/2027, cobre modalidades como estruturas de mineração, ferrovias e dutovias de escoamento e operações portuárias. Ou seja: o município pode entrar na lista por infraestrutura de passagem, não só por lavra no território.

Para a prefeitura pequena, a pergunta prática é: o município aparece na lista? Com qual percentual? O valor estimado bate com o histórico? Se houver erro, o recurso foi protocolado?

2. O que a CNM e a ANM anunciaram

Os R$ 566 milhões represados

Em 4 de novembro de 2026, a CNM publicou que cerca de R$ 566 milhões aguardam distribuição. A entidade afirma ter obtido a informação junto à ANM. Os valores referem-se a recolhimentos de maio a outubro de 2026. Permanecem no Tesouro Nacional. Sem aplicação financeira. Com previsão de repasse pelo valor nominal.

Isso significa, na leitura da CNM: enquanto a lista definitiva não for aprovada, o dinheiro não chega ao caixa municipal. E, quando chegar, tende a chegar sem rendimento financeiro do período de espera.

A lista provisória de 28 de setembro

Em 28 de setembro de 2026, a ANM disponibilizou as listas provisórias de municípios afetados para o ciclo 2026/2027 no Observatório dos Municípios Afetados. A notícia oficial da ANM registra prazo de 15 dias corridos para recurso a partir da publicação.

Em 29 de setembro, a CNM republicou a orientação aos gestores. A confederação informa que a relação traz 2.472 municípios e que os dados estão no Observatório dos Municípios Afetados pela Atividade de Mineração.

Contagem do prazo: 15 dias corridos a partir de 28/09/2026 levam ao 13 de outubro de 2026. Essa etapa de recurso em primeira instância já se encerrou antes da data deste guia (6 de novembro).

O Observatório da ANM

A ANM lançou o Observatório dos Municípios Afetados para dar transparência à divisão dos 15% da CFEM destinados aos afetados. A plataforma explica regras, cálculos e o passo a passo para contestar percentuais. Endereço público citado nas matérias: https://observatorioafetados.vercel.app/

A CNM destaca mapas, afetações por ferrovia e mineroduto e geração de relatórios.

3. Por que o repasse ainda não saiu

Segundo a CNM (4/11/2026), a sequência administrativa é:

  1. Lista provisória publicada.
  2. Análise e divulgação das respostas aos recursos de primeira instância.
  3. Prazo de dez dias para recurso à Diretoria Colegiada da ANM.
  4. Aprovação da lista definitiva pela Diretoria Colegiada.
  5. Distribuição dos valores represados.

O gargalo atual, na narrativa da ANM repassada pela CNM, é o SEI. O sistema de peticionamento está indisponível desde 21 de outubro de 2026, em decorrência de incidente de segurança cibernética de repercussão mundial. A ANM afirmou à CNM que equipes atuam para restabelecer o serviço. Até a nota de 4 de novembro, não havia previsão de prazo para a normalização.

Sem SEI, a continuidade das etapas de recurso fica comprometida. Sem lista definitiva aprovada, o Tesouro não distribui os cerca de R$ 566 milhões.

4. Linha do tempo (conferida nesta rodada)

DataFatoFonte
28/09/2026ANM publica lista provisória ciclo 2026/2027ANM
29/09/2026CNM orienta consulta; cita 2.472 municípiosCNM
30/09/2026Live/demonstração do Observatório (ANM)ANM / CNM
13/10/2026Fim do prazo de 15 dias para recurso 1ª instância (contagem a partir de 28/09)ANM (prazo)
21/10/2026SEI da ANM fica indisponívelCNM (citando ANM)
04/11/2026CNM informa ~R$ 566 mi represados (maio–out/2026)CNM
06/11/2026Data deste guia: lista definitiva ainda pendente; SEI sem prazo público de volta—

Tudo o que depende do restabelecimento do SEI e da aprovação da lista ainda vai ocorrer depois de 6 de novembro. Não trate o crédito como fato consumado.

5. O que isso muda para o seu órgão

Finanças / Tesouraria

Incluir a CFEM de afetados como receita esperada condicionada. Não comprometer despesa contínua com base nesse crédito enquanto ele não cair. Separar, na planilha de caixa, a fatia já recorrente (se houver) da fatia represada de maio–outubro.

Planejamento / LOA

Se o município consta da lista provisória, registrar nota explicativa na LOA 2027 e no relatório de gestão: valor potencial, status da lista, risco de atraso. Evitar superestimar a receita.

Procuradoria

Verificar se houve recurso tempestivo até 13/10. Guardar protocolo, petição e comprovantes. Preparar peça para a fase da Diretoria Colegiada assim que o SEI voltar — o prazo de dez dias será curto.

Controle interno

Abrir dossiê: prints da lista provisória, relatórios do Observatório, ofícios à ANM, e-mails, protocolos SEI (se existirem) e a nota da CNM de 4/11.

Gabinete

Comunicar à Câmara e à sociedade com cautela: o valor nacional é agregado; o valor local só se confirma com a lista definitiva e o crédito.

6. Quem faz o quê

SetorAgora (semana de 6/11)Quando o SEI voltarApós a lista definitiva
FinançasConferir se o município está na lista provisória e arquivar o percentualMonitorar diário da ANM / ObservatórioConciliar crédito com a expectativa
ProcuradoriaLocalizar protocolo do recurso (se houve)Protocolar recurso à Colegiada em até 10 diasContencioso residual, se couber
Controle internoDossiê e checklistAcompanhar prazosEvidência do crédito
GabineteMensagem sóbria à CâmaraAutorizar contestação se necessárioTransparência do uso do recurso

7. Riscos

  1. Comprometer despesa com receita ainda represada. O caixa sente o tombo se a obra ou a folha depender desse crédito.
  2. Perder o prazo da Colegiada. Dez dias passam rápido. Sem plantão jurídico, o município fica com a lista definitiva desfavorável.
  3. Confundir lista provisória com crédito. Estar na lista não é o mesmo que ter o dinheiro na conta.
  4. Ignorar modalidades de afetação. Município cortado por ferrovia ou dutovia pode ter percentual relevante — ou estar omitido por erro.
  5. Repasse nominal sem rendimento. A CNM registra previsão de repasse pelo valor nominal, sem aplicação financeira no período de espera.
  6. Desinformação local. Rumores de “liberação amanhã” sem ato da ANM geram pressão política. Responda com a linha do tempo oficial.

8. Passo a passo sugerido

Etapa 1 — Confirme a posição na lista provisória

Acesse o Observatório dos Municípios Afetados. Busque o município. Salve PDF/print do resultado, modalidades de afetação e percentuais. Entrega: pasta digital com captura datada de 6/11/2026 ou da data da consulta.

Etapa 2 — Recupere o histórico do recurso

Se a prefeitura apresentou recurso até 13/10, localize o número do processo, a petição e o comprovante. Se não apresentou e havia divergência, registre a lacuna no dossiê — a fase de primeira instância já fechou.

Etapa 3 — Calcule a sensibilidade de caixa

Monte cenário A (crédito em novembro), B (crédito em dezembro) e C (crédito só em 2027). Exemplo hipotético: município que esperava R$ 400 mil no semestre e terá de cobrir a folha de dezembro sem esse ingresso. Marque o exemplo como hipotético e use a base local real.

Etapa 4 — Instale plantão para o retorno do SEI

Defina responsável único (Procuradoria + Finanças). Checklist de petição à Colegiada pronto em minuta. Monitoramento diário do site da ANM e do Observatório.

Etapa 5 — Ajuste a comunicação e a LOA

Nota interna ao prefeito. Trecho para a mensagem da LOA 2027. Resposta padrão a vereadores e imprensa local.

Etapa 6 — Após a lista definitiva

Conciliar o crédito. Publicar transparência. Avaliar se cabe alguma medida administrativa residual.

8A. Como ler a lista provisória sem se perder

A lista provisória não é um ranking de popularidade. É uma fotografia administrativa das afetações reconhecidas para o ciclo 2026/2027. O gestor deve olhar quatro camadas.

Camada 1 — presença ou ausência

O município está ou não está na relação dos 2.472? Se não está e a prefeitura entende que deveria estar, o momento do recurso de primeira instância já passou (13/10/2026). Resta acompanhar a fase da Colegiada e eventual via posterior, com a Procuradoria.

Camada 2 — modalidades

A CNM e a ANM descrevem afetação por estruturas de mineração, ferrovias, dutovias e operações portuárias. Um município pode aparecer por um mineroduto que o atravessa, mesmo sem mina no perímetro urbano. Outro pode acumular mais de uma modalidade. Anote cada uma.

Camada 3 — percentuais

O Observatório informa os percentuais usados na divisão dos 15% destinados aos afetados. Compare com o ciclo anterior, se a prefeitura tiver série histórica. Divergência grande sem fato novo no território é sinal de alerta — e deveria ter alimentado o recurso de outubro.

Camada 4 — evidência

Salve o relatório gerado pela plataforma. Salve o mapa. Salve a data da consulta. Sem evidência, a discussão com a Câmara vira achismo.

8B. O que a norma operacional exige e o que o Observatório recomenda

O que já decorre do rito anunciado pela ANM/CNM:

  • Consultar a lista provisória no Observatório.
  • Respeitar os prazos de recurso quando abertos.
  • Aguardar a lista definitiva para a distribuição dos valores represados.

Recomendações do Observatório Evoluta (não confundir com obrigação legal):

  • Tratar os R$ 566 milhões como agregado nacional, nunca como receita automática do município X.
  • Montar plantão Procuradoria+Finanças para o retorno do SEI.
  • Explicitar a CFEM condicionada na mensagem da LOA 2027.
  • Não autorizar empenho de despesa contínua lastreado só nesse crédito.
  • Publicar, depois do crédito, nota de transparência com valor recebido e destinação.

8C. Relação com o caixa de novembro e dezembro de 2026

A data deste guia é 6 de novembro de 2026. Até o fechamento do exercício, muitas prefeituras ainda vão pagar 13º, restos a pagar sensíveis e obras com medições em dezembro. Se a CFEM de afetados era parte do plano de caixa do segundo semestre, o atraso muda a ordem de prioridade.

Perguntas objetivas para a tesouraria:

  1. Qual valor a prefeitura projetou receber de CFEM de afetados entre maio e dezembro de 2026?
  2. Desse valor, quanto já entrou e quanto está na fatia represada?
  3. Quais despesas de novembro e dezembro dependem, direta ou indiretamente, desse ingresso?
  4. Há alternativa de fonte (superávit financeiro, remanejamento, operação de crédito já autorizada) sem violar a LRF?

Se a resposta à pergunta 3 for “sim, dependem”, a sala de situação precisa subir o tema ao prefeito nesta semana — não depois do Natal.

8D. Dossiê mínimo para o tribunal de contas e para a Câmara

Organize uma pasta digital com subpastas:

  1. Normativos e notícias — ANM 28/09, CNM 29/09, CNM 04/11.
  2. Lista e Observatório — prints e PDF do município, mapas, relatórios.
  3. Recurso — petição, protocolo, comprovante de tempestividade, respostas (quando saírem).
  4. Caixa — planilha de expectativa x realização; ofícios internos.
  5. Comunicação — notas ao prefeito, respostas a vereadores, publicações.

O dossiê não acelera o SEI. Mas protege a gestão quando alguém perguntar, em 2027, por que a receita não entrou no mês prometido na peça orçamentária.

8E. Cronograma sugerido até o crédito

JanelaAção
6 a 14/11/2026Consulta ao Observatório; dossiê; minuta Colegiada; cenários de caixa
17 a 28/11/2026Monitoramento diário ANM/SEI; alinhamento LOA 2027
1º a 19/12/2026Revisão do plano de caixa de dezembro; comunicação à Câmara se o atraso persistir
Quando o SEI voltarProtocolar (se couber) em até 10 dias; registrar protocolo
Após lista definitivaConciliar crédito; transparência; atualizar previsão 2027

Os prazos da tabela, salvo os legais de recurso, são recomendação do Observatório.

9. Checklist

Conferência da lista

  • Município localizado no Observatório
  • Modalidades de afetação anotadas
  • Percentuais salvos em PDF
  • Comparação com ciclo anterior (se houver)

Recurso

  • Houve petição até 13/10?
  • Protocolo e teor arquivados
  • Minuta pronta para a Colegiada
  • Responsável nomeado para o prazo de 10 dias

Caixa

  • Valor esperado separado como condicionado
  • Três cenários de atraso
  • Despesas não vinculadas a esse crédito
  • Nota na LOA 2027

Evidências

  • Nota CNM 04/11 arquivada
  • Notícia ANM 28/09 arquivada
  • Prints datados
  • Dossiê no controle interno

10. Erros comuns

Tratar R$ 566 milhões como valor do seu município. Assumir data de crédito sem lista definitiva. Deixar a minuta da Colegiada para o dia em que o SEI voltar. Gastar por antecipação. Não guardar print da lista provisória.

11. FAQ curto

1. Quanto está represado? Cerca de R$ 566 milhões no agregado, segundo a CNM (04/11/2026), referentes a maio–outubro de 2026.

2. Quantos municípios estão na lista provisória? 2.472, conforme a CNM (29/09/2026).

3. O prazo de recurso de primeira instância ainda está aberto? Não. Os 15 dias corridos a partir de 28/09 encerraram-se em 13/10/2026.

4. Por que não libera? Falta concluir etapas administrativas e aprovar a lista definitiva. O SEI está fora do ar desde 21/10.

5. Há data para o SEI voltar? Até a nota da CNM de 4/11, a ANM não havia informado prazo.

6. O repasse renderá juros? A CNM registra previsão de repasse pelo valor nominal, sem aplicação financeira.

7. Onde consultar? Observatório dos Municípios Afetados (https://observatorioafetados.vercel.app/) e notícias da ANM/CNM.

8. O que levar ao prefeito hoje? Print da lista, status do recurso, cenário de caixa e minuta para a Colegiada.

12. O que fazer esta semana

  1. Consultar o Observatório e arquivar o resultado do município.
  2. Localizar o protocolo do recurso de outubro, se existir.
  3. Separar a CFEM represada na planilha de caixa como receita condicionada.
  4. Preparar minuta para a Diretoria Colegiada.
  5. Incluir nota sóbria na discussão da LOA 2027.

O dinheiro existe no Tesouro, na conta agregada relatada pela CNM. O que falta é o rito administrativo. A prefeitura que organizar o dossiê agora reage mais rápido quando o SEI voltar.

9. A CFEM de afetados é a mesma coisa que a CFEM do município minerador? Não. A fatia dos afetados (15% no desenho citado pela ANM para essa distribuição) cobre impactos de infraestrutura e entorno. O município pode receber por afetação sem ser o ente da lavra.

10. Posso usar o Observatório só com o nome da cidade? Sim. A plataforma foi apresentada pela ANM justamente para consulta pública e geração de relatórios. Ainda assim, grave o resultado em PDF.

12A. Como explicar o atraso sem gerar pânico

Use três frases:

  1. Há cerca de R$ 566 milhões represados no Tesouro no agregado nacional, segundo a CNM.
  2. O crédito local depende da lista definitiva da ANM, ainda pendente porque o SEI está fora do ar desde 21/10.
  3. A prefeitura já separou a receita como condicionada e mantém dossiê pronto para a próxima fase de recurso.

Evite prometer data. Evite acusar gestor federal sem ato formal. Evite transformar estimativa nacional em valor da cidade.

12B. Ligação com a LOA 2027 e com a LRF

Na LOA 2027, a CFEM deve aparecer com premissa explícita. Se o município é afetado recorrente, use a média histórica com nota de risco de atraso administrativo. Se o município entrou na lista pela primeira vez, use cenário conservador até haver série de créditos.

Na LRF, receita imprevisível demais não deve lastrear despesa obrigatória de caráter continuado. O controle interno deve testar essa regra na proposta orçamentária.

12C. Evidências que o controle interno deve amostrar

Em amostragem rápida, o controle interno confere:

  • Se a consulta ao Observatório foi feita e arquivada com data.
  • Se havia divergência relevante e se o recurso de outubro existiu.
  • Se a tesouraria classificou a receita como condicionada.
  • Se há minuta pronta para a Diretoria Colegiada.
  • Se a mensagem da LOA 2027 menciona o risco de atraso da CFEM de afetados.

Achado típico a evitar: previsão otimista na peça orçamentária sem nota de risco e sem dossiê.

12D. O que NÃO fazer enquanto o SEI estiver fora

Não protocolar por canal improvisado sem orientação da ANM. Não assumir que print de rede social substitui lista definitiva. Não antecipar gasto. Não transferir a responsabilidade só para a secretaria de Meio Ambiente ou de Obras — o tema é de caixa, jurídico e governo.

Quando a ANM comunicar a volta do SEI, a prefeitura terá janela curta. O trabalho pesado (dossiê e minuta) precisa estar pronto antes do aviso.

12E. Fechamento

A CFEM de afetados é receita legítima para milhares de municípios. O represamento de cerca de R$ 566 milhões, na conta da CNM, mostra como um incidente operacional em sistema federal vira problema de caixa local. A resposta correta não é pânico. É dossiê, cenário de caixa e plantão para o próximo prazo.

O que ainda não se sabe

  • Data de restabelecimento do SEI da ANM.
  • Data de divulgação das respostas aos recursos de primeira instância.
  • Data de aprovação da lista definitiva pela Diretoria Colegiada.
  • Data e valor exato do crédito em cada município.
  • Se haverá alguma compensação financeira pelo período em que os recursos ficaram sem aplicação.

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Fontes

  1. CNM. “Cfem: repasse de R$ 566 milhões depende de conclusão de etapas administrativas; CNM acompanha desdobramentos.” 04/11/2026. https://cnm.org.br/comunicacao/noticias/cfem-repasse-de-r-566-milhoes-depende-de-conclusao-de-etapas-administrativas-cnm-acompanha-desdobramentos
  2. CNM. “Lista provisória de Municípios afetados pela atividade de mineração está disponível para consulta.” 29/09/2026. https://cnm.org.br/comunicacao/noticias/lista-provisoria-de-municipios-afetados-pela-atividade-de-mineracao-esta-disponivel-para-consulta
  3. ANM. “Publicada lista provisória de municípios afetados pela atividade de mineração.” 28/09/2026. https://www.gov.br/anm/pt-br/assuntos/noticias/publicada-lista-provisoria-de-municipios-afetados-pela-atividade-de-mineracao
  4. Observatório dos Municípios Afetados pela Atividade de Mineração (ANM). https://observatorioafetados.vercel.app/

Como citar

REDAÇÃO OBSERVATÓRIO EVOLUTA. Municípios aguardam R$ 566 milhões da CFEM enquanto lista definitiva depende do SEI da ANM. Observatório Evoluta, Araraquara, ano 1, n. 18, 6 nov. 2026. Disponível em: https://evoluta.adm.br/p/cfem-566-milhoes-repasse-municipios-anm/. Acesso em: 7 nov. 2026.

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