Coleção Escola de Governo
Orçamento é Planejamento
PPA, LDO e LOA na gestão municipal: do plano de governo ao gasto que gera resultado
Orçamento é Planejamento
Coleção Escola de Governo
- Rafael Torrezan
- Matheus Bernardo Delbon
Orçamento é Planejamento
PPA, LDO e LOA na gestão municipal: do plano de governo ao gasto que gera resultado
1ª edição
Coleção Escola de Governo
Araraquara, 2026
© 2026 Instituto Evoluta. Todos os direitos reservados.
Evoluta Books é o selo editorial do Instituto Evoluta.
Material de apoio ao curso “Orçamento Público na Prática”, da Escola de Governo Evoluta, baseado nas aulas ministradas pelos autores. Curso livre de capacitação. Uso pessoal do aluno.
- Edição
- 1ª edição
- Autoria
- Rafael Torrezan e Matheus Bernardo Delbon
- Edição e projeto gráfico
- Evoluta Books
- Capa
- Escola de Governo Evoluta
Evoluta Books · Coleção Escola de Governo
Araraquara
evoluta.adm.br/ead/orcamento-publico-na-pratica/
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Torrezan, Rafael.
Orçamento é Planejamento : PPA, LDO e LOA na gestão municipal: do plano de governo ao gasto que gera resultado / Rafael Torrezan e Matheus Bernardo Delbon. – 1ª edição. – Araraquara : Evoluta Books, 2026.
(Coleção Escola de Governo)
1. Orçamento público. 2. Administração municipal. 3. Planejamento governamental. 4. Responsabilidade fiscal. 5. Finanças públicas. 6. Gestão pública. I. Delbon, Matheus Bernardo. II. Título.
Para começar
Apresentação
Todo prefeito chega ao cargo com uma lista de compromissos. Poucos dias depois da posse, descobre que nenhum desses compromissos sai do papel se não estiver no orçamento. E descobre também que o orçamento que vai executar no primeiro ano foi feito por outro governo.
Este livro nasceu das conversas gravadas para o curso Orçamento Público na Prática, da Escola de Governo da Evoluta. Ao longo de cinco aulas, discutimos o ciclo orçamentário do ponto de vista de quem governa: o prefeito, o secretário, o vereador e as equipes que transformam decisões políticas em números. Um de nós viveu esse ciclo por dentro, como secretário municipal, e hoje o ensina na universidade. O outro acompanha prefeituras na organização da máquina pública.
A ideia central é simples e atravessa todos os capítulos: orçamento é planejamento. Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA) não são três obrigações burocráticas que o contador resolve sozinho. Formam um sistema, desenhado pela Constituição de 1988, para que as promessas feitas à população virem programas, metas, dotações e, por fim, serviços entregues.
Quando esse sistema é tratado como formalidade, os sintomas aparecem cedo. O orçamento é copiado do ano anterior com um percentual a mais. As alterações orçamentárias se multiplicam. O governo passa a depender da Câmara para cada ajuste. O dinheiro que parecia sobrar em janeiro falta em maio. E o Tribunal de Contas, que antes olhava sobretudo a legalidade, passa a perguntar o que o gasto entregou.
O livro segue a ordem do ciclo. Os dois primeiros capítulos explicam por que o orçamento é o ponto de partida de qualquer gestão e como chegamos ao modelo atual, com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os capítulos 3 e 4 tratam do PPA, a peça em que o governo mostra a sua cara. O capítulo 5 é dedicado à LDO, a mais esquecida e talvez a mais protetora das três leis. Os capítulos 6 e 7 tratam da LOA: o que ela é e, sobretudo, como acompanhá-la, porque orçamento não é dinheiro. O capítulo 8 trata do controle e da qualidade do gasto, mostrando que racionalizar não é o mesmo que cortar serviço. O capítulo 9 reúne tudo num roteiro para o primeiro ano de governo.
Cada capítulo traz exemplos que surgiram nas aulas, sempre sem identificar municípios ou pessoas, alertas sobre pontos jurídicos e uma lista de verificação com passos que você pode aplicar já na próxima reunião de secretariado. No fim, um glossário reúne os termos técnicos e as referências apontam para os textos oficiais das leis citadas.
Escrevemos para quem decide e para quem precisa explicar a quem decide por que certas decisões custam caro. Se, ao final da leitura, você olhar para o PPA, a LDO e a LOA do seu município como instrumentos de governo, e não como papelada, o livro terá cumprido o seu papel.
Capítulo 1
Nada acontece fora do orçamento
Por que o orçamento é o instrumento que transforma o plano de governo em realidade, e não uma peça contábil.
Objetivos do capítulo
Ao final deste capítulo, você será capaz de:
- Explicar por que nenhuma ação de governo acontece fora do orçamento.
- Distinguir dotação orçamentária de dinheiro em caixa.
- Descrever como PPA, LDO e LOA formam um sistema de planejamento.
- Diferenciar a lógica do orçamento público da lógica do orçamento privado.
- Estimar, antes de prometer, o custo de manutenção de um investimento.
Não existe nada que um prefeito possa fazer que não esteja previsto no orçamento. Obra, serviço, programa social, contratação de pessoal, compra de um equipamento: tudo depende de uma dotação aprovada em lei. Essa é a primeira lição de quem assume uma prefeitura e, muitas vezes, a mais incômoda. O gestor chega das ruas, da campanha, cheio de ideias, e ouve da equipe de finanças que "não há dotação". A reação natural é ver o orçamento como um obstáculo. Este capítulo propõe o contrário: ver o orçamento como o instrumento que transforma o plano de governo em realidade.
Orçamento não é só contabilidade
Durante décadas, o orçamento público foi tratado como uma peça meramente contábil: códigos de receita, naturezas de despesa, tabelas preenchidas para cumprir uma exigência legal. Essa visão ainda sobrevive em muitas prefeituras, onde o orçamento é feito na sala da contabilidade, por uma única pessoa, repetindo a estrutura do ano anterior.
A administração pública moderna, ao menos desde a Constituição de 1988, enxerga o orçamento de outra maneira. Ele é o elemento que orienta as políticas públicas. Tratar de orçamento é tratar de planejamento, de execução de políticas e das promessas feitas à população. É por meio dele que aquilo que estava no plano de governo, nas diretrizes de campanha e na visão de futuro do prefeito se cristaliza em obras, serviços e programas.
O orçamento é a ponte entre a promessa de campanha e a obra entregue. Quem não planeja o orçamento governa apagando incêndio.
Autorização, não dinheiro em caixa
Uma confusão frequente, e cara, é misturar orçamento com financeiro. Ter a despesa prevista no orçamento não significa ter dinheiro na conta. O orçamento é uma autorização: o prefeito elabora as peças orçamentárias, envia à Câmara, e a Câmara autoriza onde e quanto o dinheiro público pode ser gasto. Se a receita prevista não se confirmar, a autorização continua existindo no papel, mas o recurso não estará lá. Voltaremos a esse ponto com cuidado no capítulo 7, porque é ele que separa as gestões equilibradas das que chegam ao segundo semestre atrasando fornecedores.
Ficha
- Natureza
- Lei de iniciativa do Poder Executivo, discutida, emendada e aprovada pela Câmara Municipal.
- Vigência
- O exercício financeiro coincide com o ano civil (Lei 4.320/1964, art. 34).
- O que faz
- Estima a receita e fixa a despesa; autoriza o gasto até o limite de cada dotação.
- O que não faz
- Não garante dinheiro em caixa: a despesa depende da receita efetivamente arrecadada.
- Regra básica
- Sem dotação, não há despesa: a Constituição veda iniciar programa ou projeto não incluído na LOA e realizar despesa que exceda os créditos orçamentários ou adicionais (CF, art. 167, I e II).
- Quem acompanha
- Secretaria de finanças, controle interno, Câmara Municipal, Tribunal de Contas e população.
Por ora, basta fixar a ideia: o orçamento é a materialização contábil e financeira dos anseios da população, legitimada pelos seus representantes. É uma visão que pode parecer romântica, mas tem consequências muito práticas para quem governa.
Um sistema de três peças
A Constituição, no art. 165, criou um sistema de planejamento formado por três leis de iniciativa do Poder Executivo:
- Plano Plurianual (PPA): organiza os programas e as ações do governo para quatro anos;
- Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO): a lei intermediária, anual, que define metas e prioridades e ajusta o rumo quando a realidade muda, por exemplo quando a receita fica abaixo do previsto;
- Lei Orçamentária Anual (LOA): o orçamento propriamente dito, com a estimativa das receitas e a fixação das despesas de cada exercício.
O ponto decisivo é que essas três leis não funcionam isoladas. Elas compõem um sistema, que funciona como um farol ou uma bússola para a administração. O PPA aponta o destino; a LDO escolhe o caminho de cada ano; a LOA define o passo. Quando uma delas é feita de qualquer jeito, as outras sofrem. Os capítulos seguintes mostram como.
- PPA: programas e metas para quatro anos
- LDO: metas e prioridades do ano seguinte
- LOA: receita estimada e despesa fixada
- Execução: empenho, liquidação e pagamento
- Controle e avaliação dos resultados
Fonte: CF, art. 165; Lei 4.320/1964; LC 101/2000
O ciclo não termina na execução. O que o controle e a avaliação revelam deveria alimentar a revisão do PPA e a LDO do ano seguinte. Quando essa volta não acontece, o ciclo vira uma linha reta: planeja-se uma vez, executa-se o que der e, no ano seguinte, copia-se o que havia.
| Aspecto | PPA | LDO | LOA |
|---|---|---|---|
| Horizonte | Quatro anos | Um ano, orientando o orçamento seguinte | Um exercício financeiro |
| Pergunta que responde | Aonde queremos chegar? | O que é prioridade no próximo ano e com que regras? | Quanto entra, quanto se gasta e em quê? |
| Conteúdo central | Diretrizes, objetivos e metas para as despesas de capital, as delas decorrentes e os programas de duração continuada | Metas e prioridades, orientação para a LOA, Anexo de Metas Fiscais e Anexo de Riscos Fiscais | Estimativa da receita e fixação da despesa, por órgão, programa e natureza |
| Base legal | CF, art. 165, § 1º | CF, art. 165, § 2º; LRF, art. 4º | CF, art. 165, §§ 5º e 8º; Lei 4.320/1964; LRF, art. 5º |
| Imagem usada neste livro | O destino | O caminho de cada ano | O passo |
Público não é privado
Muitos prefeitos chegam da iniciativa privada. Lá, salvo em grandes empresas, a lógica é direta: surgiu uma boa ideia, o dono decide e gasta. No orçamento doméstico, o salário é da pessoa, e ela escolhe como usá-lo. No setor público, a receita não é do prefeito, nem do partido que venceu a eleição. É do cidadão.
Por isso o orçamento público precisa dar clareza à população e passar por um processo coletivo de decisão. A tomada de decisão no orçamento público é diferente da tomada de decisão no orçamento privado. Há uma população que elegeu um projeto e espera que certas demandas sejam atendidas, e há também uma parte da população que não votou nesse projeto e continua tendo direito aos serviços.
A Câmara não é obstáculo
É comum o prefeito recém-empossado se incomodar com a necessidade de mandar tudo para a Câmara. A pergunta aparece cedo: "fui eleito, por que não posso fazer o que entendo ser melhor?". A resposta está na própria democracia. O prefeito representa uma corrente, um partido ou uma coligação. Na Câmara estão representadas todas as forças da cidade, inclusive as que não votaram nele.
O Legislativo pode discutir o orçamento, propor emendas, alterar a proposta e, diante de algo absurdo, negá-la. Esse contraponto impede que um governo governe apenas para o próprio eleitorado. Visto assim, o debate na Câmara deixa de ser uma queda de braço e passa a ser parte natural do processo. Mais adiante, veremos que um orçamento bem feito também é a melhor forma de preservar a governabilidade, porque reduz a quantidade de vezes em que o Executivo precisa voltar ao Legislativo para pedir ajustes.
Gasto planejado, não gasto por demanda
Um exemplo atravessa todo o curso e vale como síntese deste capítulo: o buraco na rua. Tapar o mesmo buraco toda semana atende a um pedido, agrada um morador, rende uma foto. Mas não resolve. Muitas vezes, a causa está três quarteirões acima, numa drenagem mal feita que, a cada chuva, leva o asfalto da rua de baixo. Investir na drenagem, que ninguém pediu porque a rua de cima parece perfeita, pode ser mais relevante do que recapear a rua de baixo para sempre.
Gasto público racional olha para a causa estrutural, não para quem reclama mais alto ou para quem é mais próximo do governo. Era comum, em outros tempos, que a demanda de um cidadão "parceiro" passasse na frente das demais. Planejar o gasto público é planejar a cidade, e isso é muito maior do que decidir se vai comprar cesta básica, massa asfáltica ou material de escritório.
Uma forma prática de separar o estrutural do pontual é cruzar duas perguntas: quanto custa resolver e quanto tempo dura o efeito da solução. A matriz a seguir organiza essa conversa. Ela não substitui a decisão política, mas evita que a agenda seja definida apenas por quem reclama mais alto.
Efeito duradouro →
Fazer já
Pouco custo e efeito duradouro: soluções simples que atacam a causa, como o alambrado do parque contado no capítulo 8.
Planejar no PPA
Custo alto e efeito duradouro: drenagem, saneamento, equipamentos estruturantes. Pedem meta, prazo e fonte de recurso.
Resolver na rotina
Pouco custo e pouco efeito: demandas pontuais que a operação atende sem decisão de governo.
Rever ou evitar
Custo alto e pouco efeito: obras de vitrine e reparos repetidos que não resolvem a causa.
Esforço e custo →
Inaugurar é mais fácil do que manter
O mesmo raciocínio vale para os investimentos. Construir um equipamento público é muito mais fácil do que mantê-lo funcionando por décadas. Todo prédio novo traz consigo pessoal, energia, limpeza, manutenção e reposição de material, por muitos anos e por vários mandatos. Propostas que tratam o dinheiro público como inesgotável costumam ignorar esse custo. Olhar para o orçamento antes de prometer é a base de qualquer planejamento sério.
Quanto custa manter
Uma forma simples de trazer esse custo para a mesa é fazer cinco perguntas à equipe técnica antes de anunciar qualquer investimento. Elas não exigem cálculo sofisticado. Exigem que alguém responda por escrito, com os números que a prefeitura já tem.
- 1Qual problema o investimento resolve e para quantas pessoas?
- 2Quanto custa construir ou comprar e de onde vem o recurso?
- 3Quantos servidores e que contratos serão necessários para funcionar?
- 4Quanto custará por ano em energia, limpeza, manutenção e reposição?
- 5Esse custo anual cabe nos orçamentos seguintes sem cortar outro serviço?
A quarta pergunta é a que mais muda decisões. A Lei de Responsabilidade Fiscal exige que a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que aumente a despesa seja acompanhada da estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois seguintes (art. 16, I). Ter esse número antes do anúncio evita que o prefeito descubra o custo depois da inauguração.
Nada acontece fora do orçamento
1Orçamento é autorização
- Dotação não é dinheiro
- A Câmara autoriza o gasto
2Sistema de três leis
- PPA: o destino
- LDO: o caminho
- LOA: o passo
3Público não é privado
- A receita é do cidadão
- Decisão coletiva
4Gasto planejado
- Causa estrutural
- Custo de manter
Em resumo
- O orçamento é uma autorização legislativa: sem dotação, nenhuma despesa pode ser feita.
- Dotação prevista não é dinheiro em caixa; o gasto depende da receita arrecadada.
- PPA, LDO e LOA formam um sistema: o destino, o caminho de cada ano e o passo.
- No setor público, a receita é do cidadão, e a decisão sobre o gasto passa pela Câmara.
- Todo investimento traz um custo de manutenção que deve ser estimado antes da promessa.
Para aplicar no seu município
- Peça à contabilidade a LOA e o PPA em vigor e identifique o que já está comprometido para o ano.
- Explique ao secretariado a diferença entre dotação orçamentária e dinheiro em caixa antes da primeira reunião sobre gastos.
- Liste três problemas recorrentes da cidade e pergunte, para cada um, se a causa é estrutural ou pontual.
- Para cada investimento prometido na campanha, estime quanto custará mantê-lo por ano depois de pronto.
- Defina quem, no governo, será o interlocutor permanente da Câmara nas discussões orçamentárias.
Para refletir
- Que promessa do plano de governo do seu município ainda não tem dotação no orçamento?
- Quem, na prefeitura, sabe dizer hoje quanto do orçamento está livre e quanto está comprometido?
- Que problema da cidade é tratado todo ano como pontual, embora tenha causa estrutural?
- Que equipamento público inaugurado nos últimos anos teve o custo de manutenção estimado antes da obra?
Exercícios de fixação
O que significa dizer que o orçamento público é uma autorização?
- a) Que o valor aprovado já está depositado na conta da prefeitura
- b) Que o prefeito pode gastar livremente até o fim do mandato
- c) Que a Câmara autoriza onde e quanto se pode gastar, mas o gasto depende da receita arrecadada
- d) Que a despesa dispensa empenho
Na imagem usada pelo livro, qual peça define o caminho de cada ano?
- a) PPA
- b) LDO
- c) LOA
- d) Plano diretor
Qual destas situações a Constituição veda expressamente no art. 167, I e II?
- a) Realizar despesa que exceda os créditos orçamentários ou adicionais
- b) Revisar o PPA
- c) Ouvir a população na elaboração do orçamento
- d) Enviar a LOA à Câmara
No exemplo do buraco na rua, por que investir na drenagem da rua de cima pode ser a melhor decisão?
- a) Porque ninguém pediu a obra
- b) Porque obras de drenagem dispensam planejamento
- c) Porque a drenagem não gera custo de manutenção
- d) Porque ataca a causa estrutural do problema, em vez de repetir o reparo
O gabarito comentado está no livro completo, para alunos matriculados.
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A matrícula é gratuita e libera o livro completo, com gabarito dos exercícios, glossário, referências e índice, além das aulas em vídeo, dos materiais de estudo e do certificado.
- 2Da peça contábil à responsabilidade fiscalComo o modelo atual se formou, o que significa assumir o orçamento de outro governo e o que o Tribunal de Contas passou a cobrar.
- 3PPA: onde o governo mostra a sua caraA lógica do orçamento-programa, a estrutura de programas e ações e o papel dos indicadores.
- 4Construir o PPA no primeiro anoComo levar o plano de governo para o PPA, planejar até as despesas fixas e evitar o custo de um plano malfeito.
- 5LDO: o manual de instruções do orçamentoO que a LDO deve conter, por que ela protege o gestor e como elaborá-la com realismo.
- 6LOA: o que ela é e o que ela pode conterEstimativa da receita, fixação da despesa, orçamento incremental, exclusividade e créditos adicionais.
- 7Orçamento não é dinheiro: executar e acompanhar a LOACronograma de desembolso, limitação de empenho, receitas que oscilam, fontes vinculadas e cuidados para a próxima LOA.
- 8Controle e qualidade do gastoO básico que reprova contas, a revisão de gastos e exemplos de como racionalizar sem cortar serviço.
- 9Roteiro para o primeiro ano de governoComo encadear PPA, LDO e LOA no primeiro ano, quem faz o quê e que perguntas o prefeito deve fazer à equipe.
Orçamento é Planejamento
PPA, LDO e LOA na gestão municipal: do plano de governo ao gasto que gera resultado. Todo prefeito chega ao cargo com uma lista de compromissos. Poucos dias depois da posse, descobre que nenhum desses compromissos sai do papel se não estiver no orçamento. E descobre também que o orçamento que vai executar no primeiro ano foi feito por outro governo. Este livro nasceu das conversas gravadas para o curso Orçamento Público na Prática, da Escola de Governo da Evoluta. Ao longo de cinco aulas, discutimos…
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