O SAMU 192 é o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Quem liga para o número 192 é atendido por uma central de regulação, que avalia a gravidade, orienta o atendimento inicial por telefone e envia a unidade adequada (básica ou avançada) até o local. O SAMU integra a Rede de Atenção às Urgências do SUS e normalmente é organizado de forma regional, com financiamento compartilhado entre União, estados e municípios.
Como funciona
- A chamada chega à central de regulação das urgências.
- O médico regulador avalia a gravidade e decide a resposta: orientação, envio de unidade básica ou avançada, ou encaminhamento a outro serviço.
- A equipe presta o atendimento no local e durante o transporte.
- O paciente é levado ao serviço adequado (UPA, hospital), previamente acionado pela regulação.
Organização regional e consórcios
Muitos municípios participam do SAMU por meio de consórcios intermunicipais, que dividem custos de central, frota e equipes. O gestor deve cuidar da base descentralizada, da frota, da equipe e do cadastro no CNES. A cooperação regional é pactuada nas comissões intergestores, e a Lei nº 11.107/2005 trata dos consórcios públicos, determinando que, na área de saúde, eles obedeçam aos princípios, diretrizes e normas do SUS (art. 1º, §3º).
Regra federal e município
A política da Rede de Atenção às Urgências e as regras de habilitação e de financiamento do SAMU são federais, definidas por portarias do Ministério da Saúde, e podem ser atualizadas. O município e o estado complementam o financiamento e executam o serviço, individualmente ou em consórcio, de acordo com a pactuação regional. Confira a portaria vigente antes de implantar ou ampliar o serviço.
Integração com a rede
A integração com a regulação das urgências e com as unidades de pronto atendimento é decisiva: sem leitos de retaguarda e fluxos pactuados, as ambulâncias ficam retidas nos hospitais e o tempo de resposta aumenta. Veja UPA 24h e Rede de Atenção à Saúde.

