O que é o SCFV
SCFV é a sigla de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. É um serviço da proteção social básica do SUAS, descrito na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, que reúne pessoas em grupos para atividades de convivência, cultura, esporte, cidadania e participação social.
O foco é preventivo: criar espaços em que crianças, adolescentes, adultos e pessoas idosas construam laços, ampliem suas referências e fiquem menos expostos a situações de risco, como isolamento, evasão escolar ou trabalho infantil.
Como funciona
Os grupos são organizados por faixa etária, e cada um tem objetivos próprios. O serviço é ofertado no CRAS ou em entidades de assistência social que atuam em articulação com ele, e deve ser referenciado ao CRAS, que faz o acompanhamento das famílias. É complementar ao PAIF: enquanto o PAIF trabalha com a família, o SCFV trabalha com grupos de convivência.
O cofinanciamento federal depende de cadastro e de registro das atividades e dos usuários em sistema próprio; confira as regras vigentes do ministério e do seu estado para valores e critérios. A oferta municipal pode ter recursos próprios, e entidades parceiras só podem receber recursos mediante o instrumento de parceria adequado e prestação de contas.
Quem deve ser priorizado
Os normativos do SUAS indicam a priorização de públicos em situação de maior vulnerabilidade, como crianças e adolescentes em risco, pessoas idosas isoladas e pessoas de famílias beneficiárias de transferência de renda. A decisão de priorização no município deve considerar o diagnóstico do território e a orientação do conselho de assistência social.
Exemplo ilustrativo
Imagine uma prefeitura de pequeno porte com grupos de convivência de idosos cheios, mas sem vagas para adolescentes. O planejamento do SCFV, com base nos dados do CRAS, ajudaria a redistribuir horários, abrir turmas por faixa etária e priorizar os públicos com mais risco, em vez de manter apenas os grupos mais procurados.
Erros comuns
- Tratar o SCFV como oficina recreativa sem planejamento nem objetivo.
- Não registrar frequência e participação, o que dificulta o cofinanciamento e o controle.
- Esquecer a referência ao CRAS e perder o vínculo com o acompanhamento familiar.
- Não priorizar os públicos em maior vulnerabilidade.
- Misturar faixas etárias em um mesmo grupo sem metodologia.
Para aprofundar
Veja também o verbete sobre CadÚnico e sobre o antigo PETI, programa de combate ao trabalho infantil. Para planejar metas e indicadores dos serviços, confira o serviço de gestão de indicadores e resultados.
