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Glossário da gestão pública

Royalties do petróleo

Os royalties do petróleo são a compensação paga pelos produtores de petróleo e gás natural à União, aos Estados e aos Municípios, calculada sobre o valor da produção de cada campo, com alíquotas de 5{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306} a 15{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306} definidas no contrato de concessão.

O que são os royalties do petróleo

Petróleo e gás são recursos não renováveis, e a exploração deles gera uma compensação à sociedade. Segundo a ANP, os royalties de petróleo e gás natural são uma compensação financeira paga pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no Brasil à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios beneficiários, uma remuneração pela exploração desses recursos. A Constituição assegura a participação dos entes no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, ou compensação financeira (art. 20, §1º).

Base legal e cálculo

A ANP indica como base legal as Leis 9.478/1997 e 7.990/1989, regulamentadas pelos Decretos 2.705/1998 e 1/1991. Os royalties incidem sobre o valor da produção de cada campo (volume de petróleo vezes o preço de referência, mais o volume de gás natural vezes o preço de referência do gás), e a alíquota, de 5{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306} a 15{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306}, é definida no contrato de concessão. As concessionárias pagam mensalmente, até o último dia do mês seguinte ao da produção.

Como a distribuição chega aos municípios

Para os municípios, a ANP publica tabelas mensais de distribuição e os critérios de rateio: municípios confrontantes (art. 48 da Lei 9.478), percentuais de confrontação dos campos marítimos (art. 49) e municípios afetados por instalações de embarque e desembarque. Há ainda tabela específica dos royalties destinados a educação e saúde (Lei 12.858/2013). O município deve acompanhar as tabelas da ANP e conferir se o valor recebido corresponde ao esperado.

Volatilidade e prudência fiscal

Por serem voláteis, os royalties não devem financiar despesa permanente. Dependem do preço internacional do petróleo, do câmbio, do volume de produção e do esgotamento dos campos. Um município que incorpora royalties à folha de pagamento ou a gastos continuados corre o risco de enfrentar um desequilíbrio quando a receita cair. O mais prudente é usá-los para investimentos e para formar reservas, de acordo com a legislação local e as regras de destinação.

Como funciona na prática

  1. A empresa produtora apura o valor da produção do campo e recolhe os royalties no prazo legal.
  2. A ANP distribui a quota-parte a cada beneficiário segundo os critérios legais e publica tabelas mensais.
  3. O município registra a receita em fonte de recursos adequada, separando as parcelas com destinação específica.
  4. O gestor planeja o uso com cautela, evitando comprometer despesa permanente.
  5. A prefeitura confere os valores com as tabelas da ANP e dá transparência à aplicação.

Exemplo ilustrativo

Imagine um município confrontante a campos marítimos de petróleo. Ao receber os royalties, a secretaria de fazenda separa a parcela vinculada a educação e saúde, conforme a lei específica, e reserva parte do restante em fundo para períodos de baixa. Em vez de ampliar despesas permanentes de pessoal, prioriza investimentos em infraestrutura e projetos de diversificação econômica. Quando o preço do petróleo cai e o repasse diminui, o orçamento não sofre ruptura.

Diferença entre royalties e participação especial

Os royalties incidem sobre o valor da produção de todos os campos. A participação especial é uma compensação extraordinária, devida apenas em campos de grande volume de produção ou grande rentabilidade, calculada de outra forma. Os dois têm critérios e beneficiários próprios. Veja também royalties e CFEM, a compensação equivalente para a mineração.

Como acompanhar as tabelas da ANP

A ANP publica periodicamente tabelas de distribuição por beneficiário. O gestor deve baixar as informações a cada mês, conferir com o valor creditado e registrar eventuais diferenças. Também é útil acompanhar a produção do campo ao qual o município está vinculado, o preço de referência e as notícias do setor, que ajudam a antecipar movimentos de receita. Guardar essas séries de dados permite construir cenários de curto e médio prazo para o planejamento fiscal.

Reserva e investimento

Uma política prudente é definir, em lei ou diretriz de gestão, uma regra de uso dos royalties, por exemplo, destinando parte a investimentos estruturantes e parte a reserva para períodos de queda. Regras claras, aprovadas com a participação do Legislativo e divulgadas à população, tornam a gestão mais previsível e resistente a mudanças de ciclo.

Erros comuns

  • Usar royalties para financiar despesas permanentes, como folha de pagamento.
  • Projetar a receita com base em um período de preços altos.
  • Não separar as parcelas com destinação específica a educação e saúde.
  • Deixar de conferir os valores com as tabelas mensais da ANP.
  • Não formar reservas para o período de queda da produção.

Perguntas frequentes na prática

Todo município recebe royalties do petróleo?

Não. Recebem os beneficiários definidos nos critérios legais, como municípios confrontantes, afetados por instalações e outros previstos em lei. A ANP publica as tabelas de distribuição.

Os royalties podem pagar pessoal?

A destinação deve seguir as regras legais aplicáveis a cada parcela. Por prudência fiscal, evita-se financiar despesa permanente com receita volátil. Consulte a legislação e o Tribunal de Contas do seu Estado.

Perguntas frequentes sobre Royalties do petróleo

O que são royalties do petróleo?

Segundo a ANP, são a compensação financeira paga pelas empresas que produzem petróleo e gás natural à União, aos Estados, ao DF e aos Municípios beneficiários, como remuneração pela exploração de recursos não renováveis. Incidem sobre o valor da produção de cada campo, com alíquotas de 5{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306} a 15{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306} definidas no contrato de concessão.

Como os royalties são calculados?

Incidem sobre o valor da produção de cada campo: o volume de petróleo multiplicado pelo preço de referência, mais o volume de gás natural multiplicado pelo preço de referência do gás. A alíquota, de 5{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306} a 15{e4c8815754107a571edcf2d1e12f2d8ba1a0c5c3bae658b8bd7ebd288e5c1306}, é definida no contrato de concessão, e o pagamento é mensal, até o último dia do mês seguinte à produção.

Quais municípios recebem royalties do petróleo?

Os definidos nos critérios legais de rateio, como os municípios confrontantes, conforme o art. 48 da Lei 9.478/1997, os percentuais de confrontação dos campos marítimos do art. 49 e os municípios afetados por instalações de embarque e desembarque. A ANP publica tabelas mensais de distribuição.

Royalties do petróleo podem pagar despesas permanentes do município?

Por serem receitas voláteis, que dependem de preços, câmbio e produção, o uso prudente é financiar investimentos e formar reservas, e não despesas permanentes. A destinação deve respeitar as regras legais de cada parcela, inclusive a destinada a educação e saúde, e a orientação do Tribunal de Contas.

Termos relacionados

Glossário de orçamento e contabilidade pública

Fontes

  1. Royalties de petróleo e gás natural (ANP)
  2. Constituição Federal de 1988 (texto atualizado, Câmara dos Deputados)

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