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Glossário da gestão pública

Conselheiro de Tribunal de Contas

O conselheiro é o membro do colegiado de um tribunal de contas estadual ou municipal, equivalente ao ministro do TCU. Julga as contas, relata processos e emite pareceres prévios. Os tribunais estaduais têm sete conselheiros.

O conselheiro de tribunal de contas é quem, em última análise, decide sobre as contas públicas nos tribunais de contas estaduais e municipais. Equivale, no TCU, ao ministro. Tem as mesmas garantias, prerrogativas e impedimentos dos desembargadores, e é escolhido entre brasileiros que satisfaçam requisitos de idade, de idoneidade e de conhecimentos técnicos. Para gestores municipais, é o relator de seus processos e o julgador de suas contas.

O que é conselheiro de tribunal de contas

É o integrante do colegiado do tribunal, com função julgadora. Os tribunais de contas dos Estados são integrados por sete conselheiros, conforme o art. 75, parágrafo único, da Constituição Federal. Os processos são distribuídos por sorteio a um conselheiro relator, que analisa o caso, com apoio da unidade técnica e do Ministério Público de Contas, e propõe a decisão ao colegiado.

Requisitos

O art. 73, §1º, da Constituição Federal exige, para os ministros do TCU (regra aplicável, no que couber, aos tribunais de contas dos Estados por força do art. 75): mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade; idoneidade moral e reputação ilibada; notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública; e mais de dez anos de exercício de função ou atividade profissional que exija esses conhecimentos. O art. 73, §3º, prevê que os ministros do TCU tenham as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do STJ, e a regra é adaptada, no âmbito estadual, às garantias dos desembargadores. Constituição Federal (Câmara dos Deputados).

O que faz o conselheiro

  • Relata processos de contas, de fiscalização, de consultas e de representações.
  • Vota nos processos de outros relatores, nas sessões do pleno ou das câmaras.
  • Emite parecer prévio sobre as contas dos prefeitos e do governador.
  • Pode expedir medidas cautelares em casos urgentes, nos termos do regimento.
  • Participa de comissões, da administração do tribunal e de sua representação institucional.

Como funciona na prática

  1. Um processo é autuado e distribuído por sorteio a um relator.
  2. A unidade técnica analisa e elabora relatório; o Ministério Público de Contas emite parecer.
  3. O relator avalia, apresenta voto e propõe a decisão.
  4. O colegiado (pleno ou câmara) delibera, e a decisão é formalizada em acórdão e publicada.
  5. O interessado pode recorrer, nos termos do regimento.

Exemplo ilustrativo: a prestação de contas anual de um município é distribuída a um conselheiro relator. Ele recebe o relatório técnico e o parecer do Ministério Público de Contas, ouve a defesa do gestor e apresenta voto ao colegiado, que aprova o parecer prévio. A Câmara Municipal recebe o parecer e julga as contas.

Conselheiro, auditor substituto e procurador de contas

Cargo Função
Conselheiro Membro titular do colegiado, julga e relata processos
Auditor substituto de conselheiro Substitui conselheiros e exerce atribuições da judicatura, conforme a lei
Procurador do Ministério Público de Contas Fiscal da lei junto ao tribunal, emite pareceres

Erros comuns

  • Achar que o conselheiro integra o Poder Judiciário.
  • Tentar contato informal com o relator sobre processo em andamento, o que não é adequado; o diálogo deve seguir o regimento.
  • Ignorar o papel da unidade técnica e do Ministério Público de Contas no processo.
  • Não acompanhar a distribuição e o andamento do processo.
  • Confundir conselheiro (titular) com auditor substituto (substituto).

Boas práticas

Acompanhe os processos pelo sistema do tribunal. Apresente defesas por escrito e dentro do prazo, com documentos. Pode solicitar audiência com o relator, conforme o regimento, sempre de modo formal e registrado. Conheça a composição do colegiado e as regras de impedimento e suspeição.

Dúvidas frequentes

Conselheiro tem mandato? Em regra, tem vitaliciedade e garantias semelhantes às de magistrados, nos termos da Constituição e da lei. Quem escolhe? A Constituição estadual define; no modelo federal, o Executivo e o Legislativo participam. Pode ser parente do gestor? Há regras de impedimento e suspeição.

Pontos de atenção na relação com o relator

O relator conduz o processo, mas decide em colegiado. Isso significa que a defesa deve ser dirigida ao processo, e não à pessoa: documentos, argumentos jurídicos e provas devem constar dos autos. Pedidos de audiência devem seguir o regimento, com registro formal. A transparência dessa relação protege tanto o gestor quanto o conselheiro, e evita questionamentos sobre a imparcialidade do julgamento.

Como acompanhar a composição e as decisões do colegiado

Os tribunais de contas divulgam a composição de seus colegiados, a distribuição de processos e as pautas de julgamento. Acompanhar as pautas permite saber quando o processo será julgado e preparar a sustentação oral, se for admitida. Também ajuda a conhecer a linha de decisões de cada câmara ou do pleno. Veja ainda acórdão, a forma pela qual as decisões do colegiado são formalizadas.

Em resumo, conhecer quem são os conselheiros e como funciona o colegiado ajuda o gestor a se relacionar com o tribunal de forma técnica e institucional.

Perguntas frequentes sobre Conselheiro de Tribunal de Contas

O que é conselheiro de tribunal de contas?

É o membro do colegiado de um tribunal de contas estadual ou municipal, equivalente ao ministro do TCU. Julga as contas, relata processos e emite pareceres prévios. Os tribunais de contas estaduais são integrados por sete conselheiros, conforme a Constituição.

Quais são os requisitos para ser conselheiro de tribunal de contas?

Pelo art. 73, §1º, da Constituição, aplicável por simetria, exigem-se mais de trinta e cinco e menos de setenta anos, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública e mais de dez anos de atividade profissional que exija esses conhecimentos.

Quantos conselheiros tem um tribunal de contas estadual?

Sete. O parágrafo único do art. 75 da Constituição determina que as Constituições estaduais disporão sobre os tribunais de contas respectivos, que serão integrados por sete conselheiros. Os processos são distribuídos por sorteio a um conselheiro relator, que propõe a decisão ao colegiado.

O conselheiro de tribunal de contas é magistrado?

Não é magistrado do Poder Judiciário, mas tem as mesmas garantias, prerrogativas e impedimentos dos desembargadores, por força da Constituição. O tribunal de contas é órgão de controle externo auxiliar do Legislativo, e suas decisões têm natureza administrativa, sujeitas ao controle judicial de legalidade.

Termos relacionados

Glossário de controle e transparência

Fontes

  1. Constituição Federal de 1988, texto atualizado (Câmara dos Deputados)

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