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Glossário da gestão pública

COSO

O COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) é a organização que publica referenciais amplamente usados de controle interno e de gerenciamento de riscos corporativos.

COSO é a sigla de *Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission*, uma organização privada dos Estados Unidos, formada por entidades profissionais da área de contabilidade, auditoria e finanças, que publica referenciais de controle interno, gerenciamento de riscos corporativos e prevenção de fraudes. Seus documentos tornaram-se padrão de mercado e são usados como parâmetro por empresas, auditores e órgãos de controle de vários países, inclusive no Brasil. O COSO não é lei nem norma obrigatória: é um modelo de boas práticas que pode ser adaptado à realidade de cada organização.

Os dois principais referenciais

Controle interno: estrutura integrada

O referencial de controle interno (*Internal Control – Integrated Framework*), publicado em 1992 e atualizado em 2013, descreve o controle interno como um processo conduzido pelo conselho, pela administração e por demais pessoas, para dar segurança razoável quanto ao cumprimento de objetivos de operações, de divulgação e de conformidade. Ele se organiza em cinco componentes:

  1. Ambiente de controle: a cultura, a integridade, a estrutura e o compromisso da liderança.
  2. Avaliação de riscos: identificação e análise dos riscos aos objetivos.
  3. Atividades de controle: políticas e procedimentos que garantem a execução das respostas aos riscos, como aprovações, conferências e segregação de funções.
  4. Informação e comunicação: qualidade da informação e fluxo de comunicação interna e externa.
  5. Atividades de monitoramento: avaliações contínuas e pontuais para verificar se os controles funcionam.

A versão de 2013 detalha esses componentes em 17 princípios.

Gerenciamento de riscos corporativos (ERM)

O referencial de gerenciamento de riscos corporativos, publicado em 2004 e atualizado em 2017 sob o título *Enterprise Risk Management – Integrating with Strategy and Performance*, liga a gestão de riscos à estratégia e ao desempenho da organização, e não apenas aos controles. Esse referencial ajuda a definir o apetite a risco e a integrar riscos ao planejamento.

Como usar no setor público

Órgãos de controle e tribunais de contas costumam usar o COSO como parâmetro na avaliação de controles internos. Para a prefeitura, os cinco componentes servem de lista de verificação do sistema de controles internos: existe código de conduta e liderança comprometida? Os riscos dos processos críticos foram avaliados? Há controles documentados? A informação circula? O monitoramento é regular? Cada resposta negativa indica uma melhoria possível.

Um exemplo hipotético: ao aplicar o roteiro dos cinco componentes na área de compras, a prefeitura percebe que tem rotinas de controle, mas não mapeou riscos nem monitora as exceções. O plano de ação então prioriza a avaliação de riscos e relatórios periódicos de desvios.

COSO e ISO 31000

Os dois referenciais são compatíveis: o COSO é mais voltado ao controle interno e à integração com estratégia, enquanto a ISO 31000 oferece princípios e processo genéricos para a gestão de riscos. Muitas organizações usam ambos de forma complementar. A estruturação da gestão de riscos em órgãos públicos pode combinar elementos dos dois, adaptados ao porte da prefeitura.

Erros comuns

  • Achar que adotar o COSO é obrigatório ou que basta citá-lo na política de riscos.
  • Copiar o modelo sem adaptar ao tamanho e à realidade da prefeitura.
  • Usar o COSO apenas para auditoria, e não para melhorar a gestão.
  • Ignorar o ambiente de controle: sem liderança comprometida, os demais componentes têm pouco efeito.

Perguntas frequentes sobre COSO

O que é COSO?

É a sigla de Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission, organização privada que publica referenciais de controle interno e de gerenciamento de riscos corporativos. Os modelos são boas práticas amplamente usadas por empresas, auditores e órgãos de controle, inclusive no setor público brasileiro.

Quais são os cinco componentes do COSO?

São ambiente de controle, avaliação de riscos, atividades de controle, informação e comunicação e atividades de monitoramento. O referencial de 2013 os desdobra em 17 princípios. Servem como roteiro para avaliar se o sistema de controles internos de uma organização está completo.

O COSO é obrigatório para prefeituras?

Não. O COSO é um referencial de boas práticas, não uma lei. Muitos órgãos de controle o utilizam como parâmetro, e a prefeitura pode adotá-lo como guia para estruturar controles e riscos, adaptando-o à sua realidade e à legislação do município e às orientações do tribunal de contas.

Qual a diferença entre COSO e ISO 31000?

O COSO tem referenciais de controle interno e de gerenciamento de riscos ligados à estratégia, e é mais usado em auditoria e controle. A ISO 31000 é uma norma de diretrizes para gestão de riscos, com princípios, estrutura e processo. São compatíveis e podem ser usados em conjunto.

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Fontes

  1. Decreto nº 9.203/2017 – política de governança federal (LexML)

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