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Glossário da gestão pública

IGD-M

O IGD-M (Índice de Gestão Descentralizada Municipal) é o indicador que mede a qualidade da gestão municipal do Bolsa Família e do Cadastro Único e orienta o repasse de recursos federais de apoio à gestão.

O que é o IGD-M

IGD-M é a sigla de Índice de Gestão Descentralizada Municipal. É um indicador calculado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social que mede a qualidade da gestão local do Bolsa Família e do Cadastro Único. Na prática, o índice combina aspectos como a atualização cadastral e o acompanhamento das condicionalidades de saúde e educação.

O resultado do índice orienta o repasse de recursos federais de apoio à gestão: quanto melhor o desempenho do município, maior tende a ser o valor transferido, conforme as regras vigentes do ministério. A base legal do programa está na Lei 14.601/2023, e os detalhes do cálculo constam de normas do ministério, que podem mudar.

Como o recurso pode ser usado

Os valores transferidos devem ser aplicados em ações de gestão do Cadastro Único e do programa, conforme as regras do ministério. Entre os usos mais comuns estão a contratação de apoio para atendimento, a estrutura de atendimento e equipamentos, a capacitação de equipes, a busca ativa e as ações de acompanhamento das condicionalidades. O que pode e o que não pode ser pago consta em portarias; confirme o texto vigente antes de gastar.

Controle social

O uso do recurso é acompanhado pelo conselho municipal de assistência social, que deve analisar o plano de aplicação e a prestação de contas. Os valores entram no fundo municipal, e o município deve manter o controle por fonte de recurso.

Como organizar na prática

  1. Acompanhar periodicamente o resultado do índice e os fatores que o compõem.
  2. Identificar pontos fracos, como cadastros desatualizados ou condicionalidades não acompanhadas.
  3. Elaborar plano de aplicação dos recursos e submetê-lo ao conselho.
  4. Executar ações e registrar o que foi feito.
  5. Prestar contas ao conselho e conservar os documentos.

Imagine um município em que o índice cai porque muitas famílias da zona rural estão com cadastro vencido. O plano de aplicação pode prever equipe itinerante, transporte e campanha de atualização, com meta de reduzir o percentual de cadastros desatualizados e acompanhar o resultado nos relatórios do sistema.

Erros comuns

  • Usar o recurso em despesas que a norma não admite.
  • Não submeter o plano de aplicação ao conselho.
  • Não acompanhar o índice e perceber a queda tarde demais.
  • Falta de prestação de contas ou de registro das ações.
  • Misturar o recurso com outras fontes no fundo.

Para ir além

Veja o verbete de CRAS, onde muitos municípios realizam o cadastramento, e o serviço de gestão de indicadores e resultados.

Perguntas frequentes sobre IGD-M

O que significa IGD-M?

IGD-M significa Índice de Gestão Descentralizada Municipal. É o indicador do ministério que mede a qualidade da gestão municipal do Bolsa Família e do Cadastro Único, considerando, por exemplo, a atualização cadastral e o acompanhamento das condicionalidades, e orienta o repasse de recursos federais de apoio à gestão.

Em que o município pode gastar o recurso do IGD-M?

Em ações de gestão do Cadastro Único e do Bolsa Família, como estrutura de atendimento, equipe de apoio, capacitação e busca ativa, conforme as portarias do ministério. As regras mudam; o município deve consultar a norma vigente e submeter o plano de aplicação ao conselho de assistência social.

Quem fiscaliza o uso do IGD-M?

O conselho municipal de assistência social acompanha o plano de aplicação e a prestação de contas, além dos órgãos de controle interno e externo. Os recursos devem estar no fundo municipal, com controle por fonte, e o município deve guardar os documentos que comprovem a despesa.

Termos relacionados

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Fontes

  1. Lei nº 14.601/2023 – Programa Bolsa Família (LexML)
  2. Cadastro Único – MDS (gov.br)

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